Acrylic on canvas - 2012 - 2013



English version at the end.

Meu trabalho é auto-biográfico, eu diria que é até confessional. Falo de feminilidade, de sexualidade feminina, da dor, principalmente da dor de se ser mulher, e também da euforia, do êxtase e desvarios. Assim sendo, passei a utilizar-me de uma linguagem simbólica. O processo da obra confessional é altamente auto-destruidor, porque ele exige que eu me exponha com as minhas falhas, as minhas loucuras, o meu “feio”. É um constante desconstruir uma imagem. Como diz Michel Beaujour, o artista confessional é um ser dilacerado.

Quanto mais confessional meu trabalho é, quanto mais fundo consigo penetrar no meu íntimo e permito este conteúdo aflorar para a tela, percebo que mais universal meu trabalho se torna.

Enquanto mergulho nesse mar feminino em que me identifico como mulher, deparo com a mulher do meu século, não só comigo mesma. Sou todas estas mulheres, minha identidade fica imersa neste mar feminino. Perco-me nele e nele me encontro. Identifico-me com todas elas, solidarizo-me com todas e tento não me afogar. A palavra identidade aqui adquire seu duplo sentido, o de identificação na paridade e igualdade do grupo e o de individualização e auto-consciência. Quero submergir neste mar de idênticos e emergir com toda esta carga, mas paradoxalmente, com a minha subjetividade artística.


160 x 160 cm - dezembro de 2013





















160 x 160 cm - dezembro de 2013


My work is autobiographical, I would say that it is even confessional. I broach femininity, sexuality, pain, especially the pain of being a woman, and also the euphoria, of Ecstasy and revery. Therefore, I use a symbolic language. The confessional work process is highly self-destructive because it requires me to expose my faults, my madness, my "ugliness." .It consists of  a constant deconstruction of one’s own image. As Michel Beaujour claims, the confessional artist is a being torn apart.

The more confessional my work is, the deeper I penetrate within and allow the contents to bring forth onto the screen, the more universal it becomes.

While diving in this femininity sea which I identify myself with, I bond with the woman of my century. I am all these women, my identity is immersed in this female sea. Paradoxically, as I get lost in it I find my own true self. I empathise with all women, black or white, rich or poor, Brazilian or foreigners, powerful or subordinate, single or married, submissive or free. Simultaneously, I endeavour not to drown in this sea and lose my own identity. The word identity here acquires its double entendre, identity as the parity and equality of the group and that of individuation and self-awareness. I want to submerge in this sea of identicals and emerge with all this load, but paradoxically, with my artistic subjectivity.

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