Mostrando postagens com marcador portfolio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador portfolio. Mostrar todas as postagens


 

 





 


Artista: Rosana Mendes Campos
Título: Each of us inevitable/Cada um de nós é inevitável
Dimensão: 260cm X 170cm
Data: 2019


BGNHUJMIPÇ´~














Convite da exposição Viscerais - março 2018

Ao explorar a sexualidade, minha pintura busca atuar como um instrumento de representação do desejo, desde os mais puros aos mais sórdidos e mesquinhos. A única maneira de lidar com estes desejos é confrontá-los sob a égide da representação. Assim como a Medusa que não poderia ser olhada diretamente, mas apenas através de uma mídia, no caso o espelho, a arte tem esta mesma função de purificar porque ela media e assim nos protege. E consequentemente ela tem um efeito catártico.

 








While exploring sexuality, my painting seeks to act as an instrument of representation of desire, since the more pure the more sordid and mean. The only way to deal with these wishes is confront them under the aegis of the representation. As well as the Medusa which could not be seen directly, but only through a media, in case the mirror, art has this same function of purifying because her media and thus protects us. And therefore it has a cathartic effect.












Acrylic on canvas - 2012 - 2013



English version at the end.

Meu trabalho é auto-biográfico, eu diria que é até confessional. Falo de feminilidade, de sexualidade feminina, da dor, principalmente da dor de se ser mulher, e também da euforia, do êxtase e desvarios. Assim sendo, passei a utilizar-me de uma linguagem simbólica. O processo da obra confessional é altamente auto-destruidor, porque ele exige que eu me exponha com as minhas falhas, as minhas loucuras, o meu “feio”. É um constante desconstruir uma imagem. Como diz Michel Beaujour, o artista confessional é um ser dilacerado.

Quanto mais confessional meu trabalho é, quanto mais fundo consigo penetrar no meu íntimo e permito este conteúdo aflorar para a tela, percebo que mais universal meu trabalho se torna.

Enquanto mergulho nesse mar feminino em que me identifico como mulher, deparo com a mulher do meu século, não só comigo mesma. Sou todas estas mulheres, minha identidade fica imersa neste mar feminino. Perco-me nele e nele me encontro. Identifico-me com todas elas, solidarizo-me com todas e tento não me afogar. A palavra identidade aqui adquire seu duplo sentido, o de identificação na paridade e igualdade do grupo e o de individualização e auto-consciência. Quero submergir neste mar de idênticos e emergir com toda esta carga, mas paradoxalmente, com a minha subjetividade artística.


160 x 160 cm - dezembro de 2013





















160 x 160 cm - dezembro de 2013



















My work is autobiographical, I would say that it is even confessional. I broach femininity, sexuality, pain, especially the pain of being a woman, and also the euphoria, of Ecstasy and revery. Therefore, I use a symbolic language. The confessional work process is highly self-destructive because it requires me to expose my faults, my madness, my "ugliness." .It consists of  a constant deconstruction of one’s own image. As Michel Beaujour claims, the confessional artist is a being torn apart.

The more confessional my work is, the deeper I penetrate within and allow the contents to bring forth onto the screen, the more universal it becomes.

While diving in this femininity sea which I identify myself with, I bond with the woman of my century. I am all these women, my identity is immersed in this female sea. Paradoxically, as I get lost in it I find my own true self. I empathise with all women, black or white, rich or poor, Brazilian or foreigners, powerful or subordinate, single or married, submissive or free. Simultaneously, I endeavour not to drown in this sea and lose my own identity. The word identity here acquires its double entendre, identity as the parity and equality of the group and that of individuation and self-awareness. I want to submerge in this sea of identicals and emerge with all this load, but paradoxically, with my artistic subjectivity.

<< PORTFOLIO


PORTRAIT / RETRATOS | NUDE PAINTINGS | ALÉM DAS MARGENS DO HORIZONTE 

Acrylic on canvas - 2010 - 2011


English version at the end.

O elemento animal nas pinturas é totalmente simbólico. O animal pintado sempre possui algo de sagrado, divino ou sobre-humano, e ao mesmo tempo de profano, de sub-humano. Os animais são pintados desde as pinturas das cavernas do homem primitivo. O nascimento de Cristo é retratado entre os animais. A simbologia é diversa e muitas vezes discrepante. Eles podem representar o sexo masculino, o poder, a potência, ou apenas os componentes do animal que habita dentro de nós. Aparecem como parte do inconsciente, do imaginário feminino, representando os componentes eróticos do desejo. O fundamento da natureza humana é o instinto, que todos temos que aprender a controlar e reprimir muitas das vezes. Os instintos reprimidos rondam o homem civilizado, e se insinuam nos seus sonhos mais secretos. Não raro, há um desdobramento da mulher que retrato, ficando uma palpável e telúrica, enquanto o seu duplo aparece, etérea, numa representação entre o prazer carnal e a realização do amor puro e sublime. O primeiro mais instintivo, mais facilmente realizado, o segundo, mais dificilmente alcançável, mas que certamente a redime. Daí que surgiu o título da série, Songs of Innocence and Songs of Experience, co-optado de William Blake, representativo dessa dialética que habita a mulher.



20 x 180 cm - agosto  de 2011

150 x 150 cm  - setembro de 2011

170 x 168 cm - 2011

170 x 170 cm - 2011

180 x 140 cm - 2011

170 x 170 cm - 2011

168 x 168 cm - 2011

165 x 200 cm - 2011

170 cm X 170 cm - 2011

170 x 168 cm - 2011

170 x 168 cm - 2011

163 x 163 cm -  março de 2011

165 x 165 cm - 2010

165 x 165 cm - 2010

165 x 165 cm  - dezembro de 2010


168 x 168 cm  -  2010

The animal element in the paintings is entirely symbolic. The painted animal has something sacred, divine or superhuman, whereas, simultaneously, profane and sub-human. Animals have been painted since the cave paintings of primitive man. Also, the birth of Christ is depicted among the animals. The symbolism is diverse and often disparate. They may represent male power, strength, or the animal impulse that dwells within us. They may appear as part of the unconscious mind, the feminine revelry, representing the components of erotic desire. The foundation of human nature is the instinct that we all have to learn to control and repress most of the times. The repressed instincts lurk civilized man, and insinuate themselves into their most secret dreams. Oftentimes, I portray a split of the woman into a tangible and earthy one, and her double which appears ethereal as a representation of the carnal pleasure and the fulfilment of pure and sublime love. The former more instinctive, and more easily accomplished, the latter, while more difficult to achieve is capable of giving her redemption. Hence, came the title of the series, Songs of Innocence and Songs of Experience, co-opted by William Blake, representative of this dialectic the female experience.


<< PORTFOLIO


PORTRAIT / RETRATOS | NUDE PAINTINGS | ALÉM DAS MARGENS DO HORIZONTE  | INCUBUS/SUCCUBUS