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Convite da exposição Viscerais - março 2018
Ao explorar a sexualidade, minha pintura busca atuar como um instrumento de representação do desejo, desde os mais puros aos mais sórdidos e mesquinhos. A única maneira de lidar com estes desejos é confrontá-los sob a égide da representação. Assim como a Medusa que não poderia ser olhada diretamente, mas apenas através de uma mídia, no caso o espelho, a arte tem esta mesma função de purificar porque ela media e assim nos protege. E consequentemente ela tem um efeito catártico.
While exploring sexuality, my painting seeks to act as an instrument of representation of desire, since the more pure the more sordid and mean. The only way to deal with these wishes is confront them under the aegis of the representation. As well as the Medusa which could not be seen directly, but only through a media, in case the mirror, art has this same function of purifying because her media and thus protects us. And therefore it has a cathartic effect.
Acrylic on canvas - 2012 - 2013
English version at the end.
Meu trabalho é auto-biográfico, eu diria que é até confessional. Falo de feminilidade, de sexualidade feminina, da dor, principalmente da dor de se ser mulher, e também da euforia, do êxtase e desvarios. Assim sendo, passei a utilizar-me de uma linguagem simbólica. O processo da obra confessional é altamente auto-destruidor, porque ele exige que eu me exponha com as minhas falhas, as minhas loucuras, o meu “feio”. É um constante desconstruir uma imagem. Como diz Michel Beaujour, o artista confessional é um ser dilacerado.
Quanto mais confessional meu trabalho é, quanto mais fundo consigo penetrar no meu íntimo e permito este conteúdo aflorar para a tela, percebo que mais universal meu trabalho se torna.
Enquanto mergulho nesse mar feminino em que me identifico como mulher, deparo com a mulher do meu século, não só comigo mesma. Sou todas estas mulheres, minha identidade fica imersa neste mar feminino. Perco-me nele e nele me encontro. Identifico-me com todas elas, solidarizo-me com todas e tento não me afogar. A palavra identidade aqui adquire seu duplo sentido, o de identificação na paridade e igualdade do grupo e o de individualização e auto-consciência. Quero submergir neste mar de idênticos e emergir com toda esta carga, mas paradoxalmente, com a minha subjetividade artística.
My work is autobiographical, I would say that it is
even confessional. I broach femininity, sexuality, pain, especially the pain of
being a woman, and also the euphoria, of Ecstasy and revery. Therefore, I use a
symbolic language. The confessional work process is highly self-destructive
because it requires me to expose my faults, my madness, my
"ugliness." .It consists of a
constant deconstruction of one’s own image. As Michel Beaujour claims, the
confessional artist is a being torn apart.
The more confessional my work is, the deeper I
penetrate within and allow the contents to bring forth onto the screen, the
more universal it becomes.
While diving in
this femininity sea which I identify myself with, I bond with the woman of my
century. I am all these women, my identity is immersed in this female sea.
Paradoxically, as I get lost in it I find my own true self. I empathise with
all women, black or white, rich or poor, Brazilian or foreigners, powerful or
subordinate, single or married, submissive or free. Simultaneously, I endeavour
not to drown in this sea and lose my own identity. The word identity here
acquires its double entendre,
identity as the parity and equality of the group and that of individuation and
self-awareness. I want to submerge in this sea of identicals and emerge with
all this load, but paradoxically, with my artistic subjectivity.
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PORTRAIT / RETRATOS | NUDE PAINTINGS | ALÉM DAS MARGENS DO HORIZONTE
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PORTRAIT / RETRATOS | NUDE PAINTINGS | ALÉM DAS MARGENS DO HORIZONTE
Acrylic on canvas - 2010 - 2011

English version at the end.
O elemento animal nas pinturas é totalmente simbólico. O animal pintado sempre possui algo de sagrado, divino ou sobre-humano, e ao mesmo tempo de profano, de sub-humano. Os animais são pintados desde as pinturas das cavernas do homem primitivo. O nascimento de Cristo é retratado entre os animais. A simbologia é diversa e muitas vezes discrepante. Eles podem representar o sexo masculino, o poder, a potência, ou apenas os componentes do animal que habita dentro de nós. Aparecem como parte do inconsciente, do imaginário feminino, representando os componentes eróticos do desejo. O fundamento da natureza humana é o instinto, que todos temos que aprender a controlar e reprimir muitas das vezes. Os instintos reprimidos rondam o homem civilizado, e se insinuam nos seus sonhos mais secretos. Não raro, há um desdobramento da mulher que retrato, ficando uma palpável e telúrica, enquanto o seu duplo aparece, etérea, numa representação entre o prazer carnal e a realização do amor puro e sublime. O primeiro mais instintivo, mais facilmente realizado, o segundo, mais dificilmente alcançável, mas que certamente a redime. Daí que surgiu o título da série, Songs of Innocence and Songs of Experience, co-optado de William Blake, representativo dessa dialética que habita a mulher.
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170 x 168 cm - 2011 |
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170 x 170 cm - 2011 |
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180 x 140 cm - 2011 |
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170 x 170 cm - 2011 |
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168 x 168 cm - 2011 |
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165 x 200 cm - 2011 |
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170 cm X 170 cm - 2011 |
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170 x 168 cm - 2011 |
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170 x 168 cm - 2011 |
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163 x 163 cm - março de 2011 |
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165 x 165 cm - 2010 |
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165 x 165 cm - 2010 |
165 x 165 cm - dezembro de 2010
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168 x 168 cm - 2010
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